31/01/10, Jornal do Brasil
A imagem de um homem vestido de terno e com pasta de executivo na mão oferecendo seguro de vida não passa de um esteriótipo. A realidade do mercado é completamente diferente, e as exigências para se trabalhar no setor são inúmeras.
Além disso, é muito difícil os jovens almejarem esse mercado.
O que geralmente acontece é a incorporação de profissionais provenientes de outras áreas, como administração, economia, engenharia, entre outras. O mercado de seguros, mais especificamente, o de corretagem de seguros é um nicho em que é difícil encontrar formação profissional diferenciada, ou seja, profissionais prontos e qualificados para exercer funções chaves na empresa.
Poucos são os estudantes de faculdades que desejam trabalhar com seguros.
Promissor e com vagas, há um outro fator que poucos sabem, que o nível de remuneração destes profissionais é, na maioria das vezes, superior a de outros setores.
Sem contar que as possibilidades de ascensão na carreira são maiores em comparação a de outros empregos.
Multinacionais Embora o mercado brasileiro de seguros ainda não tenha atingido a maturidade e o nível do americano, o Brasil vem atraindo gigantes do setor.
A estratégia destes grupos tem sido a de comprar as corretora nacionais, que passam a integrar o grupo.
Por isso, uma das exigências é o domínio do inglês. Já que a maioria dos profissionais terá que lidar com representantes da matriz que geralmente não falam português.
Segundo a diretora de RH da Aon, uma das grandes corretores americanas de seguro, Nancy Bartos, o maior problema enfrentado pelo grupo foi a falta de profissionais habilitados a atuar em um setor que vem crescendo cada vez mais.
– A maior parte dos nossos profissionais vieram de corretoras que foram adquiridas pela Aon. São pessoas que conheciam bem o setor e tinham experiência. Infelizmente, poucos universitários buscam o mercado de seguros como opção de emprego. E, como falta mão de obra especializada, investimos na qualificação deste profissional – explica.
Para Nancy Bartos, criou-se uma imagem irreal do corretor de seguros. Segundo ela, este tipo de profissional tem que possuir um conhecimento amplo de vários assuntos, como economia, política internacional.
– A figura do homem de terno vendendo seguro de vida é coisa do passado. Hoje, um profissional desta área tem que ser bem informado e estar antenado com o mundo – diz.